Asteroides Potencialmente Perigosos: Devemos Nos Preocupar?
- Prof. Ms. Josiel Medeiros

- 15 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
No vasto e caótico cenário do Sistema Solar, milhões de asteroides vagam pelo espaço, principalmente no cinturão entre Marte e Júpiter. No entanto, uma pequena fração dessas rochas espaciais segue trajetórias que as aproximam da Terra. Entre esses objetos, um grupo específico atrai a atenção dos astrônomos: os asteroides potencialmente perigosos (PHAs, na sigla em inglês). Monitorados constantemente, eles representam um risco real caso entrem em rota de colisão com o planeta.

A NASA classifica como PHAs os asteroides com mais de 140 metros de diâmetro que podem se aproximar até 7,48 milhões de quilômetros da Terra — cerca de 20 vezes a distância média entre nosso planeta e a Lua. Se um desses objetos cruzasse nossa atmosfera sem se desintegrar, poderia causar destruição em larga escala, sobretudo se atingisse uma região densamente povoada. Não à toa, esses asteroides ganharam o apelido de “assassinos de cidades”. Já os que ultrapassam um quilômetro de diâmetro, como o que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos, são classificados como “assassinos de planetas”.
Atualmente, o Center for Near Earth Object Studies (CNEOS), da NASA, monitora cerca de 37,5 mil objetos próximos à Terra (NEOs), dos quais aproximadamente 2,5 mil são considerados potencialmente perigosos. Felizmente, os cálculos mostram que nenhum deles representa uma ameaça concreta para os próximos 100 anos. Contudo, alguns devem se aproximar o suficiente para gerar preocupação, como o asteroide Apófis, que passará perto da Terra em 2029, embora as chances de colisão sejam nulas, pelo menos até agora.
Outro asteroide que desperta a atenção dos cientistas é Bennu, estudado de perto pela missão OSIRIS-REx, que trouxe amostras da rocha para análise. Suas chances de impacto com a Terra em 2082 são de uma em 2,7 mil, um número relativamente baixo, mas que exige acompanhamento constante. Caso uma colisão ocorresse, os danos poderiam ser catastróficos, como indicam as simulações.
Diante dessas ameaças, cientistas vêm testando formas de defesa planetária. Um dos experimentos mais promissores foi a missão DART (Double Asteroid Redirection Test), realizada em 2022. A sonda foi lançada contra um pequeno asteroide, alterando sua trajetória com sucesso. Essa tecnologia pode ser a chave para desviar futuros objetos perigosos. Além disso, pesquisadores estudam alternativas como explosões nucleares e o uso de tração gravitacional para modificar a rota dessas rochas espaciais.
Embora o risco imediato de impacto seja baixo, a vigilância e o desenvolvimento de métodos de defesa são essenciais. Afinal, a história da Terra já provou que um único asteroide pode redefinir o destino do planeta. O futuro da civilização pode depender da nossa capacidade de monitorar e, se necessário, desviar essas ameaças cósmicas antes que seja tarde demais.
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