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Afonso Motta avalia demitir assessor investigado por suposto desvio de emendas parlamentares

  • Foto do escritor: Prof. Ms. Josiel Medeiros
    Prof. Ms. Josiel Medeiros
  • 13 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

O deputado Afonso Motta (PDT-RS) declarou, nesta quinta-feira (13), que poderá desligar o seu chefe de gabinete, Lino Furtado, em decorrência de uma investigação realizada pela Polícia Federal. A apuração gira em torno de um suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares, envolvendo o Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS). Conforme as autoridades, haveria um esquema para direcionar verbas em troca de uma comissão equivalente a 6% do montante destinado.



De acordo com a investigação, a empresa ACF Intermediações, de propriedade de Cliver Fiegenbaum, atuaria como intermediária na liberação das emendas. Em troca desse serviço, repassaria parte dos recursos a pessoas envolvidas no processo. Mensagens encontradas no celular de Fiegenbaum indicam que Lino Furtado teria sugerido o envio da verba ao hospital, desde que fosse assegurada a comissão mencionada.


Apesar das suspeitas, Afonso Motta negou qualquer participação do gabinete no esquema. O deputado ressaltou que o documento apresentado no inquérito consiste em um contrato de prestação de serviços entre o intermediário e a instituição de saúde, sem qualquer vínculo formal que envolva diretamente o seu gabinete ou, especificamente, o chefe de gabinete investigado. Assim, ele sustenta que a apuração policial, até o momento, não o incrimina pessoalmente.


Ainda assim, Motta reconheceu a gravidade da situação e afirmou que, diante dos fatos levantados, será necessário avaliar seriamente o desligamento de Furtado do cargo. Segundo o parlamentar, mesmo que não haja provas claras de envolvimento direto, a permanência do assessor poderia abalar a credibilidade do gabinete e gerar questionamentos sobre a transparência na destinação das emendas.


Com o avanço da investigação, o deputado se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir possíveis reflexos políticos do caso. Segundo Afonso Motta, o colega de Casa manifestou solidariedade, mas externou preocupação com a repercussão que o episódio pode ter, principalmente no debate sobre a destinação de emendas parlamentares, que costuma ser um tema sensível tanto para o Legislativo quanto para o governo federal.


Afonso Motta reforçou que continuará colaborando com a Polícia Federal e que mantém o compromisso de esclarecer todos os detalhes. Ele salienta que, caso as investigações confirmem o envolvimento de Furtado ou de outros assessores, será intransigente na adoção das medidas cabíveis, de modo a preservar a legalidade e a ética de seu mandato.

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