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Dólar dispara a R$ 5,71 com temor sobre economia global: Bolsa reage com leve alta

  • Foto do escritor: Prof. Ms. Josiel Medeiros
    Prof. Ms. Josiel Medeiros
  • 21 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

O dólar voltou a subir com força nesta quinta-feira (21), fechando cotado a R$ 5,71, refletindo a crescente aversão ao risco dos investidores diante de sinais de desaceleração da economia global. A valorização da moeda americana representa uma das maiores cotações do ano e reforça o clima de incerteza nos mercados internacionais.



A alta foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo preocupações com o crescimento mais fraco em economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e a Europa, além das incertezas em torno da política monetária global. Dados econômicos mais fracos do que o esperado, divulgados ao longo da semana, elevaram o receio de uma possível recessão, aumentando a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.


No cenário interno, a moeda brasileira também sofre pressão com a saída de capital estrangeiro, motivada por um ambiente fiscal ainda frágil e pelas dúvidas sobre o ritmo das reformas econômicas. A tensão geopolítica global e o recuo nas commodities, como petróleo e minério de ferro, também contribuem para o enfraquecimento do real frente ao dólar.


Apesar do cenário cambial desfavorável, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou uma leve alta ao longo do dia, encerrando com valorização de 0,37%. O desempenho foi puxado por ações de grandes empresas do setor financeiro e elétrico, que se beneficiam de um movimento de rotação setorial e da expectativa de manutenção dos juros básicos pelo Banco Central.


Analistas destacam que a alta do dólar pode pressionar a inflação nos próximos meses, especialmente em setores que dependem de insumos importados, como alimentos e combustíveis. Isso pode, inclusive, influenciar futuras decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) em relação à taxa Selic.


O mercado segue atento aos próximos dados econômicos e aos pronunciamentos de autoridades monetárias, tanto no Brasil quanto no exterior. A expectativa é de que o câmbio continue volátil nos próximos dias, com o dólar oscilando conforme novos sinais do cenário global e da condução da política econômica interna.

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