IA e drones é a nova geração de tecnologia na contagem de focas
- Prof. Ms. Josiel Medeiros

- 27 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
A aplicação de inteligência artificial (IA) e drones trouxe um salto significativo para a contagem de focas em uma região costeira do Reino Unido, marcando uma nova era no monitoramento da vida selvagem. Enquanto voluntários no solo identificaram cerca de 6.200 focas ao longo de um trecho de 8 km em Norfolk, a visão aérea capturada por drones permitiu que mais de 8.500 fossem registradas. Essa diferença, segundo Gabriella Fasoli, cientista da Natural England, é atribuída à perspectiva única oferecida pela tecnologia aérea, que revela indivíduos muitas vezes ocultos ou menos visíveis do chão.

Tradicionalmente, as populações de focas eram monitoradas por meio de observações terrestres ou levantamentos aéreos pontuais. No entanto, desafios logísticos em áreas remotas e inacessíveis frequentemente limitavam a precisão dos números. Com o uso de drones equipados com câmeras de alta resolução e auxiliados por IA, tornou-se possível obter um panorama mais detalhado, como demonstrado durante um projeto piloto de dois anos iniciado em dezembro. A Natural England, que lidera esses esforços, acredita que a tecnologia pode minimizar a perturbação dos animais e melhorar a consistência nos dados ao longo do tempo.
Apesar das vantagens tecnológicas, o papel dos voluntários no campo permanece essencial. Segundo Emma Milner, especialista em mamíferos marinhos da agência, as novas ferramentas não substituem os observadores humanos, mas sim complementam seu trabalho. Essa abordagem híbrida fornece um quadro nacional mais abrangente das populações de focas, permitindo análises mais precisas sobre tendências populacionais e a influência da atividade humana sobre esses habitats cruciais.
O Reino Unido, responsável por 35% da população mundial de focas cinzentas, desempenha um papel central na proteção desses mamíferos marinhos. Por isso, a adoção de métodos mais avançados não é apenas uma questão de eficiência, mas uma necessidade para garantir a preservação a longo prazo. Além disso, a permissão para operar drones em áreas sensíveis foi concedida de forma criteriosa, com normas rígidas para evitar qualquer impacto negativo às focas.
O uso pioneiro de drones e IA em estudos de conservação demonstra como a inovação pode amplificar esforços existentes e iluminar novas possibilidades. Ao aprimorar a precisão dos dados, os cientistas ganham ferramentas mais poderosas para avaliar mudanças populacionais e desenvolver estratégias de conservação mais eficazes. Com essa evolução, a preservação das focas e de outros animais marinhos do Reino Unido entra em uma nova fase, prometendo insights mais profundos e ações mais direcionadas no futuro.
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