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Inflação de 4% a 5%? Haddad diz que é o "novo normal" no Brasil

  • Foto do escritor: Prof. Ms. Josiel Medeiros
    Prof. Ms. Josiel Medeiros
  • 18 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

O Brasil deixou para trás o fantasma da inflação de dois dígitos e agora opera em um cenário de estabilidade relativa, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante uma conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita nesta segunda-feira (17), Haddad afirmou que o atual patamar inflacionário, entre 4% e 5%, se mantém dentro da normalidade histórica do país desde o Plano Real.


“Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é relativamente normal para o Brasil nos últimos 26 anos”, disse o ministro no painel "Um caminho para a resiliência dos mercados emergentes". Mas, apesar do otimismo, os números ainda preocupam o mercado financeiro. Segundo o boletim Focus do Banco Central, a inflação pode chegar a 5,6% em 2025, ultrapassando novamente o teto da meta de 4,5%.


Dólar e juros: os vilões da inflação?


A justificativa para o repique inflacionário? O fortalecimento global do dólar no segundo semestre do ano passado, impulsionado pelas incertezas das eleições nos Estados Unidos. Esse fator, combinado com questões climáticas e aquecimento da economia, fez o Banco Central entrar em cena, elevando os juros para segurar os preços.


Haddad reforçou que a valorização recente do real pode ajudar a estabilizar os preços. “O dólar caiu 10% nos últimos 60 dias, e isso deve contribuir para o controle da inflação”, afirmou. Mesmo assim, o Banco Central já sinalizou que pode elevar a taxa Selic dos atuais 13,25% para 14,25% em março, na tentativa de evitar que a inflação fuja do controle.


Brasil no centro das discussões globais


Além das questões econômicas internas, Haddad destacou a importância da reforma tributária aprovada no fim de 2023 e reforçou o papel do Brasil no G20. Como presidente do grupo das maiores economias do mundo, o país quer liderar um movimento de "reglobalização sustentável", equilibrando crescimento econômico, combate às desigualdades e transição para energias limpas.


No encontro do FMI, a diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, reforçou a necessidade de os países emergentes se prepararem para choques globais, como pandemias e mudanças climáticas. O desafio, segundo ela, é garantir que essas economias consigam se adaptar e absorver os impactos das crises externas sem comprometer o crescimento.

Com um cenário de juros altos, inflação pressionada e incertezas no horizonte global, o Brasil segue buscando equilíbrio econômico. A grande questão é: até quando a inflação de 4% a 5% será considerada "normal"?

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