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Reformando Washington com Cortes, Tarifas e Tensão no Gabinete de Trump

  • Foto do escritor: Prof. Ms. Josiel Medeiros
    Prof. Ms. Josiel Medeiros
  • 27 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

Donald Trump realizou sua primeira reunião de gabinete na Casa Branca, transformando a ocasião em uma longa sessão de perguntas e respostas. Durante mais de uma hora, Trump abordou uma série de temas, como imigração, economia, gastos do governo e a guerra na Ucrânia. A reunião foi marcada pela presença do bilionário Elon Musk, que não é membro do gabinete, mas foi elogiado pelo presidente por seu trabalho à frente do Doge, o Departamento de Eficiência Governamental, que tem como objetivo reduzir despesas e aprimorar a gestão pública.


Embora tenha expressado satisfação com suas escolhas de gabinete, Trump reconheceu que alguns departamentos são mais receptivos às mudanças do que outros. Ele destacou o trabalho de Musk e do Secretário de Estado Marco Rubio, mencionando que ambos desempenharam papéis importantes na implementação das suas políticas. O presidente também enfatizou a necessidade de diminuir o tamanho do governo e equilibrar o orçamento em um prazo relativamente curto, sinalizando que esses ajustes seriam uma prioridade para a administração.

Musk, por sua vez, defendeu o trabalho do Doge, que busca eliminar fraudes e desperdícios nas agências federais. Apesar de admitir erros iniciais, como a suspensão inadvertida de programas de saúde, Musk afirmou que as correções foram feitas rapidamente. Trump destacou que o Doge está contribuindo para a reforma administrativa e sugeriu que outros membros do gabinete implementassem iniciativas semelhantes em suas respectivas áreas. Ele também minimizou quaisquer tensões entre Musk e a equipe, afirmando que a maior parte dos colaboradores está entusiasmada com os avanços feitos.

Parte das mudanças propostas inclui uma redução drástica no quadro de funcionários federais. Trump pediu que as agências federais apresentassem planos para identificar postos não essenciais, com algumas, como a Agência de Proteção Ambiental, enfrentando cortes de até 65% na força de trabalho. Essas demissões se somam às já realizadas nos primeiros meses do governo, incluindo milhares de trabalhadores em período probatório e outros que aceitaram programas de demissão voluntária. Com essas medidas, a administração espera um governo mais enxuto e eficiente.

Outro ponto discutido foi a relação dos EUA com a Ucrânia, com a confirmação de que o presidente ucraniano, Volodomyr Zelensky, visitará a Casa Branca. Durante a visita, os dois países devem assinar um acordo de minerais, que, segundo Trump, permitirá aos EUA recuperar parte do dinheiro destinado à assistência à Ucrânia desde a invasão russa. Zelensky, no entanto, pediu garantias de segurança mais robustas para evitar novas agressões russas. Trump argumentou que a Europa deveria arcar com esse fardo, afirmando que os contribuintes americanos já contribuíram o suficiente.

Por fim, Trump anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre produtos da União Europeia, incluindo automóveis e produtos agrícolas, justificando a medida como uma resposta às barreiras comerciais enfrentadas pelos EUA. Ele também reiterou que as tarifas sobre Canadá e México entrariam em vigor no início de abril, mesmo com melhorias na segurança da fronteira sul. Essas ações reforçam a postura dura de Trump em relação ao comércio internacional, consolidando sua estratégia de renegociar acordos e proteger os interesses dos trabalhadores e empresas americanos.

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